Nosso Processo

Moagem

Logo depois de cortada, a cana-de-açúcar chega ao engenho, onde no máximo em 24 horas, é moída. O caldo de cana extraído é filtrado e padronizado, estando pronto para a etapa de fermentado

O Engenho São Paulo está localizado no município de Cruz do Espírito Santo, nas várzeas do Rio Paraíba, a 28 km de João Pessoa, capital do Estado da Paraíba, no Nordeste do Brasil. Iniciou suas atividades no início do século XX, com a produção voltada principalmente para açúcar mascavo, mel e rapadura. No final da década de 1930, com a queda no consumo destes produtos, o Engenho São Paulo direcionou sua produção para a cachaça de alambique. Desde então, a indústria foi crescendo e conquistando mercado. Hoje, ele é o maior produtor de Cachaça de Alambique do Brasil, com uma capacidade de produção anual de 6 milhões de litros. Possui um grande portfólio de cachaças, possuindo sua linha Tradicional, com as marcas: São Paulo, São Paulo Cristal, Caipira e Caipira Mini. E sua linha Premium, com as marcas: Cigana, Cigana Carvalho e São Paulo Amburana.

UM SÉCULO DEDICADO
À PRODUÇÃO DE
CACHAÇA DE ALAMBIQUE.

Hoje, 100 anos depois, o Engenho São Paulo conta com um moderno parque industrial que utiliza tecnologia de ponta para a produção de cachaça e um grande diferencial no processo de fermentação: todas as cepas de leveduras utilizadas no seu processo produtivo são selecionadas a partir da cana de açúcar produzida no próprio engenho e só então multiplicadas em seu laboratório de microbiologia.
Esse controle resultou em um aumento expressivo na produção e na produtividade, além do aprimoramento na qualidade das cachaças que se destacam entre as mais saborosas do país.

Pinga, cana, caninha, aguardente, chame-a do que quiser. Nossa cachaça é sagrada e está na história do país desde os tempos da colonização portuguesa. Ainda hoje, não se sabe ao certo em qual estado brasileiro a bebida começou a ser produzida. Mas estudos comprovam que, em meados de 1660, a cachaça já circulava como uma preciosa moeda para escamba de escravos. Reconhecida como o primeiro destilado das Américas, a cachaça passou por diferentes processos produtivos e políticos, influenciando diretamente na economia o Brasil. Durante os anos, foi comercializada clandestinamente e consumida em grande escala por escravos, garimpeiros, marinheiros e até senhores de engenho. Tornou-se o símbolo de nacionalismo na época de pré-independência e ainda hoje é conhecida como a bebida mais querida do Brasil. Na época da Abolição da Escravatura, a cachaça experimentou seu lado triste, ao servir d refúgio para muitos escravos recém-libertos eu sofriam com as dores da fome e da miséria. Esse período levou a uma decadência da cachaça, que passou a ser vista como a bebida de “pinguços” e “ cachaceiros”. Com o passar dos anos, a caninha ganhou toques de requinte e passou a ser consumida não só em festas, como também nas refeições da família brasileira. Popular entre todas as classe sociais, a cachaça hoje inspira cantigas, trovas, rezas e músicas, servindo de tema para sambas clássicos, marchinhas, frevos e serestas. É difícil não relacionar o Brasil com a famosa cachacinha